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Presidenciáveis rejeitam anistia a desmatamento ilegal

ISA - 21/9/2010

Os quatro principais candidatos à Presidência da República que receberam o questionário de 12 organizações socioambientalistas brasileiras coligadas no SOS Florestas , sobre as mudanças no Código Florestal responderam às perguntas e se manifestaram contra os principais pontos da proposta, em especial o que anistia quem desmatou ilegalmente. Os candidatos rejeitaram as medidas que fragilizam a proteção às florestas no Brasil. Responderam o questionário Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Leia a notícia aqui  http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3167

Todas as respostas consideraram ser dever dos particulares manter florestas em suas propriedades, e não só do Estado. O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio é mais explícito ao defender a necessidade de criação de legislação que obrigue os particulares a manter as florestas em seus imóveis.

Economia florestal, desmatamento zero

Questionados sobre a relação entre as possíveis alterações no Código Florestal e a Política Nacional de Mudanças Climáticas, todos os candidatos afirmaram que não é possível cumprir as metas de redução das emissões brasileiras se o projeto for sancionado da maneira como foi aprovado na comissão especial, em 6 de julho. Os candidatos admitiram a necessidade de desenvolver uma economia genuinamente florestal, zerar o desmatamento, adotar novos instrumentos e desenvolver pesquisas.

Os quatro presidenciáveis reforçaram a necessidade de mais diálogo com a sociedade para que não se aprove uma proposta que atenda apenas a interesses imediatos de um determinado setor. Os candidatos da oposição acusaram o governo Lula de ter sido dúbio na questão, enquanto Dilma afirma que o governo já estaria caminhando nesse sentido.

Para as organizações socioambientalistas que formularam o questionário, as discussões que levaram à proposta de alteração aprovada na comissão especial não conseguiram envolver adequadamente todos os setores, sobretudo a Academia. Grande parte das reuniões realizadas pelo país foram organizadas pelos sindicatos rurais, e só foram levadas em consideração as manifestações que corroboravam as posições pré-concebidas dos ruralistas. Agora os candidatos prometem tomar as rédeas desse processo, com uma metodologia mais participativa.

Na reunião de 6 de julho, os integrantes da Comissão Especial que votaram favoráveis aos relatório de Aldo Rebelo foram : Anselmo de Jesus (PT-RO), Homero Pereira (PR-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Moacir Micheletto (PMDB-PR), Paulo Piau (PPS-MG), Valdir Colatto (PMDB-SC), Hernandes Amorim (PTB-RO), Marcos Montes (DEM-MG), Moreira Mendes (PPS-RO), Duarte Nogueira (PSDB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Reinhold Stephanes (PMDB-PR), Eduardo Seabra (PTB-AP),

Contrários ao relatório, votaram: Dr. Rosinha (PT-PR), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Sarney Filho (PV-MA), Ivan Valente (PSOL-SP).

A proposta volta a ser analisada pelos deputados depois das eleições. Mas não há ainda prazo definido para a inclusão do texto na pauta.

Assinam:

Associação Ambientalista Copaíba

Fundação SOS Mata Atlântica

Greenpeace

Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBA

Instituto Ambiental Vidagua

Instituto Centro de Vida (ICV)

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – IMAFLORA

Instituto Socioambiental (ISA)

Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais

Mira-serra

Rede de ONGs da Mata Atlântica

Postado em 07.10.2010 17:58

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